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Entrevista ao Diário Digital  
«Preocupámo-nos em traduzir a teoria em linguagem popular», admitem Teresa Maia e Paula Veloso, que, em «Peso, uma questão de peso», trazem uma novidade: um quadro com vários ingredientes que permitirá, a partir da receita-base, criar vários outros pratos, mudando apenas os componentes alimentares ou o tempero. Conselhos sobre vestuário que permitam melhorar a imagem e a auto-estima.

«Peso, uma questão de peso» é a melhor dieta que há no mercado?

Seria demasiado pretensioso fazer tal afirmação, até porque isso implicaria uma análise aturada de todos os outros livros existentes, o que é tarefa praticamente impossível. É bom que haja muita gente a escrever livros que ensinem as pessoas a cuidar da sua saúde e do seu peso, mas muitos deles só se preocupam em levar as pessoas a perder peso a qualquer preço, sem que as consequências para a saúde sejam tomadas em conta.
Aquilo em que acreditamos, ou seja, que quando se perde peso é para ganhar saúde, e que só aprendendo a cozinhar e a comer em função das possibilidades profissionais, financeiras e pessoais se podem atingir essas metas, foi escrupulosamente pensado quando desenvolvemos este manual. Se conseguirmos que quem o ler consiga mudar pequenos hábitos para toda a vida, perca peso ganhando saúde física ou mental (que está muito relacionada com a auto imagem) e continue a manter o prazer de comer, certamente teremos conseguido o melhor livro de dietas que há no mercado...
 

A fórmula matemática para eliminar/evitar os quilos a mais é simples: excesso de calorias consumidas > gasto energético. Mas porque é tão difícil fazer esta conta?
Em termos práticos a conta é fácil de fazer, ou melhor, de constatar, basta ir olhando para a balança. Se o peso estiver a aumentar, quer dizer que a quantidade de energia ingerida está a ser superior à energia despendida, ou seja, come-se mais do que aquilo que se gasta. Porém, esse excesso de energia pode dever-se não só ao consumo exagerado de alimentos, mas também, e cada vez mais, ao consumo de alimentos com elevada densidade calórica (que mesmo em pequena quantidade fornecem muitas calorias). A noção de excesso é que pode induzir alguma confusão pois as necessidades de energia dependem de muitos factores, tais como a idade, o sexo (os homens necessitam de mais calorias do que as mulheres), o tipo de actividade física e mesmo da área corporal. Sendo assim é fácil perceber que um determinado valor energético pode induzir perda de peso numas pessoas e aumento noutras. Além disso, continua a insistir-se nos hidratos de carbono como os bodes expiatórios para o excesso de peso e muito poucas pessoas têm consciência que as gorduras, azeite incluído, têm mais do dobro das calorias desses nutrientes: os hidratos de carbono fornecem ao organismo 4 kcal por grama e as gorduras 9 kcal por grama! Por isso é comum comerem muitas saladas e legumes para emagrecer e temperá-los generosamente com azeite ou óleo e não conseguirem perder peso. As gorduras, sobretudo as vegetais, são imprescindíveis, mas em pequenas quantidades.

Quais cuidados tiveram na elaboração do livro? Qual foi o vosso principal objectivo?
Este livro tem como objectivo principal ensinar todas as pessoas, independentemente do seu grau de instrução, a emagrecerem, engordarem ou manterem o peso, tendo em conta o ritmo de vida apressado e as dificuldades financeiras que vão experimentando nestes tempos de crise, sobretudo sem descurarem a saúde e o prazer de comer
Preocupámo-nos em traduzir a teoria em linguagem popular e em dar um aspecto leve e fresco ao livro. A maioria dos livros desta área são demasiado teóricos, pardos e sem vida, o que desmotiva a sua leitura. E, desse modo, a mensagem não chega ao receptor.


O que «Peso, uma questão de peso» oferece em relação a obras similares que há no mercado?
Este livro transmite, numa linguagem muito simples e clara, algumas noções sobre a relação entre a alimentação e saúde, sobre balanço energético, ou seja, o que leva as pessoas a aumentar de peso. Ensina a avaliar se existe excesso de peso e/ou excesso de gordura, desmistifica métodos e produtos «milagrosos» para emagrecer, exemplifica com receitas fáceis, rápidas, económicas e saborosas, o que significa fast food saudável. A acompanhar cada receita inclui um quadro com vários ingredientes que permitirá, a partir da receita-base, criar vários outros pratos, mudando apenas os componentes alimentares ou o tempero. Julgamos que estes quadros, que permitem suscitar a criatividade à volta de cada receita, são inéditos nos livros de receitas. Se não houver em casa algum ou alguns dos ingredientes sugeridos nos quadros, as pessoas serão tentadas a experimentar com outros ingredientes que tenham na despensa. Inclui ainda tabelas com a composição nutricional de inúmeros alimentos embalados, ensinando a incluí-los na dieta, sejam bolachas, gelados ou chocolate, sem que isso altere o valor do plano alimentar escolhido para a perda de peso. No sitewww.umaquestaodepeso.com está disponível a composição nutricional de mais de 3000 produtos embalados, que permitirá estabelecer essas equivalências.


Há uma clara preocupação «clean» na estrutura do livro, a sua leitura é bastante «limpa». Isso foi consciente?
Para o público em geral, pouco importa a teoria, porque esta torna-se até maçadora. A compreensão dos mecanismos que levam a engordar cabe aos investigadores e aos técnicos de saúde. O que interessa aos consumidores é saberem como podem cozinhar e comer melhor, tendo sempre em vista o custo e a acessibilidade aos alimentos, a vida apressada dos dias de hoje e o prazer de comer. Por isso este livro é quase feito por tópicos e não por densos capítulos, para que os conceitos e preceitos transmitidos sejam facilmente apreendidos pelos leitores.


Um dos pontos curiosos da obra é o capítulo «Dicas de moda para melhorar a relação com o corpo». Porque sentiram necessidade de escrever um capítulo sobre o tema?
A imagem corporal deve ser apenas uma das dimensões da auto-estima. No entanto, é frequente as pessoas com excesso de peso terem uma má imagem de si próprias, o que as leva, frequentemente, a desleixar-se com a sua imagem e o seu corpo, piorando cada vez mais a situação. Por isso, achámos importante incluir alguns conselhos sobre cortes, tecidos e padrões de vestuário que permitam que as pessoas com excesso de peso aprendam a disfarçá-lo e assim possam melhorar a relação com o seu corpo e a sua auto estima.

Até que ponto a roupa influi na nossa concepção de corpo?
Numa sociedade em que a magreza impera como ideal de beleza, a roupa adequada permite moldar a silhueta, tornando-a mais ou menos atractiva. No entanto, a escolha deve ser pessoal e os estereótipos de beleza associados à magreza podem (e se calhar devem) ser contrariados, desde que o excesso de peso não acarrete riscos para a saúde. O importante não é ter uma determinada imagem corporal, mas sim gostar de si próprio!

Apesar das inúmeras informações disponíveis, livros e avisos, a verdade é que a palavra «PESO» continua a atormentar a sociedade. Porque?
Para algumas pessoas, pela importância que a sociedade dá à imagem corporal, fruto do impacto da publicidade e do marketing. Também a moda, muito mais democratizada, atinge um número cada vez maior de pessoas, passando a imagem de que para ser moderno há que ser anormalmente magra ou magro e, pelos vistos, também ser sisudo e estar de «mal com o mundo». Por isso, nas entrevistas de emprego, se pedem fotografias e se valoriza primeiramente o aspecto exterior dos candidatos, parâmetros que, obviamente, são os que menos revelam as capacidades de trabalho das pessoas. Antes desse aspecto ser avaliado, podem já ter sido excluídas pelo seu aspecto físico!

Acredita que temos uma política nutricionista positiva ou, pelo contrário, é inexistente? O que o governo pode fazer para evitar uma futura sociedade obesa?
No passado dia 10 de Maio, por resolução da Assembleia da República, o Governo recomendou a adopção de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal. Nestes medidas inclui-se: o desenvolvimento de um sistema de avaliação, monitorização e vigilância do estado nutricional, do crescimento e da actividade física nas crianças; a utilização do serviço público de informação (RTP e RDP) para a difusão de campanhas que visem a adopção de hábitos alimentares saudáveis e de hábitos de actividade física; a selecção de séries televisivas ou jogos de computador que promovam a alimentação saudável e estilos de vida activos; a regulação do marketing de produtos alimentares direccionado a crianças; a imposição progressiva da utilização de rotulagem alimentar simples e clara nas embalagens dos produtos alimentares, entre outras.
Estas medidas parecem-nos importantes, pois níveis de instrução inferiores e possibilidades limitadas de acesso a informações importantes reduzem a capacidade de fazer opções conscientes.

E os pais? A verdade é que cada vez mais temos pais que parecem ignorar os problemas causados pela obesidade e continuam a não mudar a sua postura alimentar. Até que ponto os mesmos podem ser culpabilizados?
A infância é um período importante para adquirir os conhecimentos básicos necessários para manter um estilo de vida saudável. As preferências, as atitudes e os comportamentos alimentares das crianças são moldados pelo ambiente que as rodeia e, por isso mesmo, a família deve ser a primeira escola da criança e os pais os principais exemplos e responsáveis pela educação alimentar dos filhos (será pouco provável as crianças comerem sopa se os pais não o fizerem…). A educação alimentar é pedra basilar na educação de uma criança, caso contrário, se os pais só se preocuparem com a sua formação académica, poderão estar a formar um óptimo engenheiro, médico ou gestor mas que irá gastar parte dos seus rendimentos em médicos e medicamentos. E o que pior do que isso: nunca conseguirá comprar saúde ou a vida. Os pais, até à maioridade dos seus filhos, são os principais responsáveis pela sua saúde e, sendo eles que fazem as compras para casa, deverão ter isso em linha de conta quando entram num supermercado. Muitas vezes levam os filhos às consultas porque estão gordos, mas depois de devidamente esclarecidos e aconselhados, não abdicam de ter em casa refrigerantes, bolachas altamente calóricas, guloseimas etc. para consumo diário, achando mesmo que a solução está em saber resistir-lhes, coisa que os próprios pais não fazem, senão, obviamente, não os comprariam....

 
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